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BAH!rulho
Lançamento

Maus Tempos, Bons Tempos é o novo disco da Uranius Blues

Show de lançamento do álbum, nesta quinta-feira, no Auditório do Prédio H da Faculdades EST, em São Leopoldo, tem entrada gratuita
07/11/2017 21:41 07/11/2017 21:46

Divulgação
Arte da capa do disco é do ilustrador Gabriel Renner
A Uranius Blues, de Novo Hamburgo, está lançando disco novo. Maus Tempos, Bons Tempos conta com 13 composições autorais, entre músicas inéditas e outras que já faziam parte do repertório da banda. O show de lançamento do álbum será nesta quinta-feira (09/11) no Auditório do Prédio H da Faculdades EST, em São Leopoldo, com entrada gratuita. A apresentação encerra a Semana da Música, evento já tradicional da Faculdades EST, e está marcada para as 19h30. Na semana seguinte, dia 16/11, a Uranius Blues lançará o disco em Porto Alegre, no Espaço Cultural 512. Depois, no dia 25/11, o grupo apresenta o novo trabalho em Novo Hamburgo, na Elementum Temple.

Gravado e mixado no Ampli Studio, em São Leopoldo, por Roberto Coutinho e Chico Pereira, e masterizado no JoyRide Studio, em Chicago (EUA), por Blaise Barton, Maus Tempos, Bons Tempos foi contemplado com o financiamento do Fundo de Cultura, pela Secretaria de Cultura da Prefeitura de São Leopoldo. O trabalho conta com a participação de músicos convidados, como o chileno Gonzalo Araya tocando harmônica, Dejeane Arruée nos trombones e Bruno Nascimento no trompete.

Formada por Uranio Laureano (vocais e sax tenor), Tiago D’Andrea (pianos e hammond), Rafael Salib (guitarras, violão e backing vocals), Samuel Moraes Bolacel (contrabaixos elétrico e fretless) e Paulo Barros (bateria e percussão), a Uranius Blues já tinha lançado um EP, em 2012, e um DVD. O novo álbum traz toda a produção autoral da banda, com regravações das quatro faixas do EP e também do DVD. O disco, em CD, já estará à venda no show desta quinta-feira em São Leopoldo. Nos próximos dias, também deve estar disponível em plataformas de streaming como o Spotify. O Bah!rulho conversou com Tiago D’Andrea e Rafael Salib para saber um pouco mais sobre esse lançamento. Se liga aí:

O que mudou na banda do primeiro EP para esse disco?
Tiago D’Andrea - Poderia dizer que mudou bastante. Ou que não mudou quase nada. Os dois estariam corretos. Bom, os integrantes são os mesmos, a essência da banda é a mesma, o clima é o mesmo. Mas, por outro lado, ocorre um amadurecimento natural de qualquer músico no período de quatro ou cinco anos. A gente vai agregando experiências, tanto musicais como de vida, e isto se reflete na maneira de tocar, de se expressar. Em termos mais objetivos, o que mudou é que acrescentamos composições novas que não existiam na época em que foi gravado o EP e o DVD.

Houve preocupação em mudar de alguma forma a sonoridade ou a ideia era mesmo manter a linha dos primeiros trabalhos?
Tiago D’Andrea - A sonoridade mudou naturalmente, cada composição tem uma sonoridade própria e distinta das outras. Os sons que foram regravados mudaram um pouco em função do amadurecimento natural, da forma que foi gravado, mas continuam os mesmos em essência. Já os temas que estamos gravando pela primeira vez, são experiências únicas. E são temas bem distintos, tem um blues bem raiz, com guitarra slide e violão, que conta uma história interessante e fica pesadíssimo no refrão, tem um blues-funk com naipes de sopros, tem um belíssimo tema instrumental e tem um... o que mesmo?

Rafael Salib - Blues/salsa que alguém pode ouvir e dizer que é um blues/rumba, ou talvez um blues/samba. O mais certo é que o som faz balançar.

Como foi o processo de composição, produção e gravação?
Rafael Salib - Entramos em estúdio ainda em novembro de 2016 para organizar a pré-produção. Ficamos até início de janeiro nesse processo. Durante esse tempo amadurecemos as composições novas e testamos os novos arranjos para as músicas que já tocávamos, além de gravar tudo para testar o resultado estético sonoro. Em março de 2017 fomos para o Ampli Studio gravar o disco valendo. Gravamos tudo com muito cuidado e acompanhados de músicos que entenderam a nossa sonoridade e contribuíram com nosso som. Além da banda tocaram o gaitista chileno Gonzalo Araya, a trombonista Dejeane Arruée, Bruno Nascimento no trompete, Chico Pereira em alguns vocais e Vinícius Damásio no sax barítono. Os profissionais do Ampli Studio também trataram muito bem do nosso som. De março até outubro nós gravamos todo mundo e mixamos o disco. Em seguida o material foi mandado para os Estados Unidos, onde foi masterizado pelo Blaise Barton, no JoyRide Studio. Blaise Barton é um grande engenheiro de som que já mixou e masterizou nomes importantes da música como Elmore James, Pinetop Perkins, Magic Slim e tantos outros. Ficamos contentes com a oportunidade de masterizar nosso material com ele e ficamos contentes com o resultado sonoro do disco também. E ainda tem a arte gráfica do CD, que foi criada pelo talentosíssimo Gabriel Renner.

De que forma as participações especiais contribuíram para as novas músicas?
Tiago D’Andrea - As participações especiais contribuíram bastante. A música que dá título ao álbum "Maus Tempos, Bons Tempos" é um blues bem tradicional ao estilo Muddy Waters. Esta composição pede o som de uma harmônica (gaita de boca), instrumento que não temos na formação da banda. Então convidamos o fantástico gaitista chileno Gonzalo Araya para gravar essa faixa conosco. Para algumas faixas nós compusemos arranjos para naipes de sopros, o Uranio e o Rafael escreveram tudo em partituras. Então, o Rafael Salib convidou a Dejeane Arruée, Bruno Nascimento no trompete e Vinícius Damásio no sax barítono. O Chico Pereira, que é um dos técnicos do Ampli Studio participou também em alguns vocais. No conjunto da obra, as participações deram ao disco um clima de uma produção mais refinada. Valeu muito a pena!

São quantos anos de estrada? Esse tempo todo tocando juntos e a maior experiência ajudam a "azeitar" as máquinas?
Tiago D’Andrea - Estamos desde 2011 com a mesma formação, então são seis anos. Mas a banda começou a surgir lá por 2008, já com o nome Uranius Blues e já com os três integrantes atuais, Uranio, eu e Paulo Barros. Interessante comentar que a entrada dos integrantes mais recentes, o Rafael Salib e o Samuel Moraes, fizeram a banda se desenvolver muito, com uma pegada mais profissional. Eles agregaram muita qualidade à banda. E o fato de tocar junto há bastante tempo influencia sim, muitas coisas se tornam automáticas e a música acaba fluindo bem.

Qual a expectativa de vocês para esse novo trabalho?
Rafael Salib - Esperamos que as pessoas tenham a experiência de ouvir nosso novo disco na sua íntegra, para que possam sentir todos os nuances dele. A ideia principal é lançá-lo este ano, com os shows em São Leopoldo, Porto Alegre e Novo Hamburgo. Em 2018, seguiremos divulgando esse material com mais e mais shows, quem sabe em outras regioes do Brasil também. O disco está sendo lançado esse ano nas plataformas digitais (spotify, itunes) principalmente, e no formato de CD. Para 2018 estamos organizando o lançamento desse álbum em formato vinil. A expectativa é que, independente da mídia, as pessoas possam ter acesso à nossa música, e que interajam com ela seja ouvindo no streaming ou/e indo aos shows futuros.


Diário de Cachoeirinha

BAH!rulho

por André Heck
andre.heck@gruposinos.com.br

Rock, pop, alternativo, hip hop... enfim, música. Essa é a proposta do Bah!rulho, editado pelo jornalista André Heck. Um apanhado geral do que rola nos palcos e discos mundo afora, com informação e opinião, tudo em volume muito alto.

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