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Livros para lembrar a saga dos colonos

Veja sugestões de leitura para lembrar o Dia do Imigrante, ou simplesmente para homenagear os antepassados alemães

Por André Moraes
Publicado em: 25.07.2020 às 03:00 Última atualização: 25.07.2020 às 11:02

Este ano o 25 de julho, Dia do Imigrante ou Dia do Colono, está sendo diferente, por conta dos requisitos de distanciamento social da pandemia. Não vão ser realizadas as tradicionais festas presenciais na região, mas isso não quer dizer que a gente esqueceu de honrar as raízes. Pra começar, vale mencionar algumas leituras para quem estiver a fim de se aprofundar no tema.

Logo de cara, não dá para deixar de mencionar um livro. Um Rio Imita o Reno foi publicado em 1938 pelo escritor Vianna Moog, natural de São Leopoldo mas que depois se radicou no Rio de Janeiro. É uma história, baseada em fatos reais, sobre uma família de imigrantes do Vale do Sinos às voltas com preconceitos raciais e intolerância. O livro foi polêmico na época do lançamento mas garantiu fama para Moog como obra-prima.

O Vale do Sinos também protagoniza um épico histórico no estilo de O Tempo e o Vento de Erico Verissimo: trata-se da saga A Ferro e Fogo, de Josué Guimarães. A narrativa acompanha a história de uma família que vem para a colônia, se envolve em acontecimentos da Guerra Cisplatina e depois volta para São Leopoldo, onde prossegue uma trama com traições e vingança.

Claro que se você não tem muita paciência ou gosto para a ficção e prefere um bom tratado histórico, não faltam ótimas opções também. Comece procurando obras de alguns autores que são referência nos estudos germânicos. Telmo Lauro Müller e Germano Moehlecke, em São Leopoldo, têm vários títulos em que falam da herança cultural dos imigrantes e reconstituem a história regional. Outro autor da região para pesquisar é Martin Dreher.


Autores alemães

Talvez você também queira aproveitar a deixa para se aprofundar em autores alemães de um modo geral, sem ser necessariamente a respeito da temática da imigração no Brasil. Contato com a riquíssima literatura alemã deveria incluir, obrigatoriamente, uma espécie de patrono das Letras germânicas, Goethe. Seu Fausto é uma fábula sobre um veterano que vendeu a alma ao diabo em troca do amor de uma jovem. O mesmo Goethe tem Os Sofrimentos de Werther, obra fundamental do ultrarromantismo.

Quem estiver mais a fim de algo contemporâneo pode tentar os irmãos Mann. Heinrich Mann escreveu O Anjo Azul, história eternizada no cinema com Marlene Dietrich. Seu irmão Thomas Mann escreveu clássicos como A Montanha Mágica e Morte em Veneza. Ele também tem Doutor Fausto, em que faz uma releitura da fábula de Goethe para discutir a alma germânica na época do pesadelo nazista.

E se tudo isso ainda for muito levinho para você, dá pra partir para a filosofia mesmo. Schopenhauer, Hegel, Kant e Nietzche fazem parte da chamada Escola Alemã. Alguns desses, na verdade, eram prussianos ou austríacos – mas, na filosofia, você sabe, até isso é complicado de entender.


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