Publicidade
Acompanhe:
Notícias | Especial Coronavírus Tensão política

Doria pede a Bolsonaro que 'lidere o País' e diz que não aceitará o confisco de respiradores

Além de criticar o pronunciamento de Bolsonaro, Doria alertou que a pandemia de covid-19 "não é uma gripezinha e nem resfriadinho

Por Estadão Conteúdo
Última atualização: 25.03.2020 às 14:53

O governador de São Paulo, João Doria Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira, 25, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), explicou que posicionou o seu descontentamento diante do pronunciamento feito pelo presidente Jair Bolsonaro em cadeia nacional, em reunião realizada entre Bolsonaro, seus ministros e os governadores da região Sudeste do País. A fala de Doria provocou reação do presidente, que na terça-feira havia minimizado o impacto da pandemia de coronavírus em seu pronunciamento.

CONTEÚDO ABERTO | Leia todas as notícias sobre coronavírus

"Entendo que para os brasileiros de São Paulo, a intervenção do presidente e o seu conteúdo foram absolutamente equivocados e em dissintonia com as orientações do Ministério da Saúde", disse Doria, que ainda observou que não fez "colocação de ordem política" nem alterou o tom de voz. Segundo apurou o Estadão/Broadcast, o presidente havia dito a Doria que o governador não estaria "à altura" de criticá-lo.

Além de criticar o pronunciamento de Bolsonaro, Doria alertou que a pandemia de covid-19 "não é uma gripezinha e nem resfriadinho", como disse o presidente em seu pronunciamento, mas sim "a mais grave crise de saúde pública da história do Brasil", segundo o governador.

Doria também propôs uma reflexão a Bolsonaro, citando a freira católica brasileira canonizada pelo Vaticano, Irmã Dulce: "não pode haver fronteiras entre a solidariedade e o amor ao próximo. Irmã Dulce falou: quem espalha amor não tem tempo nem disposição para jogar pedras. Pense nisso presidente, lidere seu povo, com a alma aberta, fazendo bem às pessoas, e não transforme isso numa conflagração, numa luta política e numa disputa eleitoral", aconselhou o governador.

Disputa pelos respiradores

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), reforçou a recusa do governo do Estado em permitir que o governo federal ou o Ministério da Saúde confisque respiradores e medicamentos do Estado de São Paulo para conter a crise do novo coronavírus.

Ainda na coletiva no Palácio dos Bandeirantes, Doria disse não acreditar "que o Ministério da Saúde abrande o isolamento" defendido ontem à noite em pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro em rede nacional.

Na manhã desta quarta-feira, 25, durante reunião, com o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Saúde, Henrique Mandetta, Doria afirmou que iria tomar medidas judiciais caso fosse necessário. "São Paulo não vai aceitar qualquer confisco de aparelhos do gênero porque São Paulo é hoje o epicentro do vírus", disse mais cedo.

Apesar da disputa, Doria reforçou que sua relação com o ministro da Saúde "é republicana". "tenho falado com ele Mandetta. Só ontem à noite ele não retornou minha ligação", disse Doria.

Gostou desta matéria? Compartilhe!
Encontrou erro? Avise a redação.
Publicidade
Matérias relacionadas

Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.