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Notícias | Especial Coronavírus Ex-Anilado

Em tempos de coronavírus, atacante hamburguense conta como tem sido a vida e o futebol em Hong Kong

Tiago De Leonço, de 27 anos, chega a sua terceira temporada vestindo o manto do R&F

Por Jauri Belmonte
Publicada: 25.03.2020 às 10:02

Natural de Novo Hamburgo, o jogador Tiago De Leonço vive a melhor fase da sua carreira. Aos 27 anos, ele, que começou a trajetória nas categorias de base do Noia, chega a sua  terceira temporada vestindo o manto do R&F, clube chinês com sede em Guangzhou, mas que disputa a Liga de Hong Kong.  No distrito comercial, que é considerado um país independente, o R&F é como se fosse um time B do Guangzhou R&F - uma das potências da Superliga Chinesa. Mas, atualmente, o momento é outro. Os torneios de futebol em todo o mundo, devido aos impactos do coronavírus e as readequações da rotina, estão suspensos. No país asiático, as competições tiveram a primeira parada em fevereiro, sendo retomados após algumas semanas, novamente precisaram ser suspensos após a rodada do domingo (22).

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Até esta terça-feira (24), Hong Kong somava aproximadamente 320 casos de coronavírus, com quatro mortes. Novas restrições a circulação de estrangeiros também começaram a entrar em vigor. O país impôs restrições nas fronteiras que vão vigorar durante esta semana. Os fechamentos fizeram uma série de voos serem cancelados. "Quando teve a primeira parada, tivemos que vir para Hong Kong, e, por medidas do governo, tivemos que ficar 14 dias em quarentena. Ficamos um tempo sem treinar. Hoje, eu e toda a delegação, estamos morando em um hotel", disse o atacante que foi o goleador da última temporada com 11 gols.

A situação é nova para o atleta, que desde a saída do Noia, em 2013, passou por equipes de Portugal, Dinamarca e Chipre até chegar em Hong Kong. "Durante a primeira parada também tivemos de ficar recolhidos. Saíamos apenas para situações necessárias, como compras ou para praticar exercícios físicos. Até porque todos estavam com receio do vírus. Aqui em Hong Kong a situação foi tardia, porque o vírus demorou a se propagar", salientou. Segundo o brasileiro, na China, por exemplo, o cidadão precisa de um documento afirmando não estar contaminado, em caso de abordagem policial.

De Leonço conta que após a volta, a comissão técnica e atletas do R&F estão utilizam o Centro de Treinamento da Seleção de Hong Kong, que contém seis campos (três de grama e outros três sintéticos). "Todas as equipes que jogam a liga nacional estavam utilizando esse CT para treinar. Somente depois de um tempo é que conseguiram liberar um estádio para as partidas serem realizadas", frisou. No último fim de semana, em jogo válido pela FA CUP de Hong Kong, o R&F garantiu lugar na final da competição após eliminar o Tai Po. No tempo normal, empate em 1 a 1, na prorrogação, com gol do atacante hamburguense, 2 a 2. A vaga na grande final foi decidida nos pênaltis, e o R&F venceu por 5 a 3. "É um dos melhores momentos da minha carreira, consegui me firmar aqui na China. E, além disso, gosto muito de morar aqui. Isso é muito importante", disse o atleta. A tendência é que o campeonato local pare por, até, três semanas.

A recomendação, nesse tempo, é para que os atletas fiquem em casa e, após o período, retomem a rotina de treinos até a volta das competições. "Inicialmente eu tinha um ano e meio de contrato e o clube renovou por mais dois. Isso me deixa mais feliz ainda para seguir trabalhando e fazendo o que realmente gosto", falou.

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