VOLTAR
FECHAR

Av. Dorival Cândido Luz de Oliveira, 6423 (parada 63) - Monte Belo - Gravataí - CEP: 94050-000
Fones: (51) 3489-4000

Central do Assinante: (51) 3600.3636
Central de Vendas: (51) 3591.2020
Whatsapp: (51) 99101.0318
XYZ

Final de Game of Thrones irrita fãs

Popular seriado da HBO terminou neste domingo (19) e dividiu espectadores.

ATENÇÃO: ESTA POSTAGEM CONTÉM SPOILERS DO FINAL DE GAME OF THRONES. SE VOCÊ NÃO QUER SABER DETALHES DO ÚLTIMO CAPÍTULO, NÃO LEIA

Foto por: Divulgação
Descrição da foto: Daenerys Targarien e Jon Snow, personagens cuja trajetória pessoal acabou decepcionando alguns fãs na temporada final
Uma das séries mais bem-sucedidas da história da televisão (e olhe que era da HBO, um canal fechado) terminou neste domingo (19/5), após 8 temporadas. É normal que haja polêmicas e gente insatisfeita no final de qualquer trama serializada como essa, ainda mais uma em torno da qual se criou tanta expectativa. Porém, as reclamações parecem estar mais altas desta vez.

A última temporada já vinha sendo criticada por alguns fãs, que acusavam a produção de estragar personagens e arcos com roteiros ruins. Foi o caso da trama dos caminhantes brancos, supostamente os maiores vilões da série com seu exército de mortos-vivos. O problema foi resolvido em um episódio de guerra na primeira metade da temporada atual, e, literalmente, com uma facada só. Arya Stark apunhalou o Rei da Noite, o líder do exército sobrenatural, e todos sumiram.

Igualmente, a questão da guerra pessoal da rainha Cersei contra a Senhora dos Dragões, outra questão que vinha se desenvolvendo há várias temporadas, teve uma solução no penúltimo capítulo, quando o dragão de Daenerys Targarien praticamente sozinho destruiu a cidade de Porto Real, exércitos e castelo incluídos.

Arcos pessoais dos personagens também foram resolvidos bruscamente, com Daenerys enlouquecendo no penúltimo capítulo e sendo descartada no início do último. O aspirante, bom moço e eterno futuro de  Westeros Jon Snow foi escanteado quase na mesma cena. Restou um tapetão entre os poderosos do reino, que escolheram um rei que passou boa parte da série desaparecido.

Foto por: Divulgação
Descrição da foto: Rei da Noite, com seu exército de mortos-vivos, era uma das grandes expectativas na série mas teve conclusão brusca na primeira metade da temporada
Fãs passaram a segunda-feira reclamando nas redes sociais do destino de seu personagem preferido, seja ele Daenerys, Snow, Jaime Lannister ou quem quer que seja. Até o anão Tyrion, embora tenha terminado vivo, perdeu na última temporada a verve e os chistes que o caracterizavam.

Com tudo isso, tem gente comparando Game of Thrones a outras séries que tiveram finais considerados decepcionantes, como Lost e, mais antigamente, O Prisioneiro.

E você, o que achou?

 

Divertido, John Wick 3 debocha da própria violência

John Wick Parabellum, terceiro capítulo da série estrelada por Keanu Reeves, é ação sem parar.

Foto por: divulgação
Descrição da foto: Keanu Reeves em John Wick 3, que novamente diverte com lutas coreografadas e violência que beira o absurdo
Você não precisa ter visto os outros dois John Wick para se divertir neste capítulo 3 da série com Keanu Reeves no papel de um superassassino. Na verdade, você quase nem precisa ler as legendas. É ação pura.

Cursinho básico de John Wick. Na parte 1, o personagem é um assassino de elite aposentado e apaixonado. Mas a esposa morreu de causas naturais e deu a ele um cachorro. Alguém matou o cachorro, e aí o cara surtou. Na parte 2, depois que ele já estava ensandecido dando tiros, veio um pessoal e o obrigou a fazer um serviço como assassino. Mas ele se desentendeu com os caras e teve que matá-los também. Esta parte 3 começa minutos após a parte 2, com John Wick correndo porque sua cabeça acaba de ser colocada a prêmio, e ele também foi “excomungado” do grupo de assassinos ao qual pertence, o que significa que vai ficar sem ajuda alguma e na mira de um bando de pistoleiros e matadores. Para tentar se salvar, ele vai buscar a ajuda de antigos amigos, até inimigos, e fazer uma jornada exótica.

Você não precisa, na verdade, ler todo esse texto, ou sequer seguir muito a história toda, porque o que conta mesmo em John Wick 3, como em geral nesta divertida série, são as lutas coreografadas, as hipérboles visuais e as famosas “atochadas”, aquelas jogadas aparentemente impossíveis que o herói faz o tempo todo. Ah, sim. O filme é extremamente violento, ao ponto de parecer quase uma comédia.

Não se preocupe, porque John Wick é inteligente, com ação acelerada mas bem compensada por personagens interessantes e boa fotografia. O elenco tem bastante gente conhecida, como Ian McShane, Laurence Fishburne, Halle Berry, Mark Dacascos e Anjelica Huston. O diretor Chad Stahelski é o mesmo da parte 2, um ex-lutador que já foi dublê e se especializou em filmes de artes marciais.

John Wick tem tudo isso, atores carismáticos, lutas legais, algumas frases inteligentes, ação sem parar e muita, mas muita bala. Por sinal, Keanu Reeves repete uma frase célebre de Matrix, “Armas, um monte de armas” (“Guns, lots of guns”) antes do sarrafo comer para valer.

Ah, o subtítulo Parabellum, além de nome de arma, vem de uma divisa romana que um personagem repete numa das falas mais longas (com quase duas frases): “Si vis pacem, para bellum”, “Se queres a paz, prepara a guerra”. John Wick, certamente, concorda com isso.

Morreu Peter Mayhew, o Chewbacca original de Star Wars

Ele interpretou o amigo peludo de Han Solo na trilogia original de Star Wars e em O Despertar da Força, de 2015.

O ator Peter Mayhew, que interpretou durante anos Chewbacca, o extraterrestre gigante e peludo na saga "Guerra nas Estrelas", morreu nesta terça-feira (30/4) aos 74 anos, em sua residência no Texas, informou sua família no Twitter. Mayhew, nascido em Londres em maio de 1944, tinha 2,21 metros, o que lhe valeu seu primeiro papel no cinema, em 1976, em "Simbad e o olho do tigre", como o Minotauro. No ano seguinte, George Lucas o escolheu para interpretar Chewbacca no primeiro filme de "Guerra nas Estrelas", papel que manteve até "O Despertar da Força" (2015), antes de ser substituído por problemas de saúde.

Foto por: Divulgação
Descrição da foto: Uma das cenas do Star Wars original, com o Chewbacca de Mayhew ao centro

Foto por: AFP
Descrição da foto: O ator em uma de suas últimas aparições públicas, na estreia de Solo: uma aventura Star Wars, já como convidado, uma vez que não participou do filme por problemas de saúde

Estranho e perturbador, Border é um dos melhores filmes do ano

Produção sueca teve premiação em Cannes.

Foto por: Divulgação
Descrição da foto: Eva Melander atuando com maquiagem pesada em Border
Infelizmente, Border só está passando em Porto Alegre. Mas vale se tocar para a capital para assisti-lo ou, ao menos, anotar para quando chegar em vídeo. A produção sueca, que foi premiada em uma mostra alternativa de Cannes, é um dos filmes mais esquisitos e provocantes da temporada. O diretor Ali Abbasi não é tão conhecido por aqui, mas um dos roteiristas é John Ajvide Lindqvist, do cultuado terror Deixe Ela Entrar.

A história acompanha Tina, uma policial que trabalha na aduana portuária. Ela tem um olfato que beira o sobrenatural, e consegue identificar contrabandistas ou até criminosos apenas pelo cheiro de medo, culpa ou ódio que estejam exalando. Feia a ponto de ser chamada de “aberração” por outras pessoas – e às vezes por si própria –, ela mora no meio do mato e só se sente verdadeiramente feliz no meio dos bichos, sozinha no agreste. Um dia, ela encontra um suspeito muito parecido com ela mesma. Sua intuição lhe diz que ele fez algo errado, mas ela não consegue descobrir o quê. Também fica crescentemente intrigada, até fascinada pelo sujeito. Sua busca trará muitas revelações.

Border tem suficientes toques de suspense, policial e até fantasia para manter o espectador interessado na trama, ao mesmo tempo que coloca na roda uma mensagem filosófica. Com seus protagonistas totalmente diferentes do ideal do mocinho e da mocinha lindos e sarados, o filme cutuca o tempo todo as convicções e o conforto de quem assiste. Mesmo sob uma tonelada de maquiagem protética, a atriz Eva Melander emociona, principalmente quando contracena com Eero Milonoff.

Border é estranho, seco e até cruel, ao mesmo tempo exótico e reflexivo. Com sua trama levemente fantástica, mas repleta de temáticas relevantes na realidade contemporânea, é uma fábula para adultos, uma releitura sombria, meio amarga, dos tradicionais contos de fadas. Esquisitão e profundo como só os filmes suecos sabem ser, Border é um exercício de compreensão da alteridade.

Um filme de verdade. É um dos últimos exemplares de uma espécie quase extinta.