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Bom Exemplo

O mágico efeito pet

Por Marcelo Monteiro

O mágico efeito pet Foto: Marcelo Monteiro / Divulgação
Os bichinhos de estimação fazem a diferença na vida de muitas pessoas, seja gato, cachorro, ou até mesmo um peixe num aquário – ajuda a reduzir a tensão muscular e a diminuir a frequência cardíaca.
A ciência explica o Pet Effect (efeito pet, em tradução livre). Vários estudos científicos têm destacado os benefícios psicológicos de ter um pet e interagir constantemente com eles. Quem sofre com sintomas de ansiedade sabe o que ajuda a enfrentar as crises. O que alguns pesquisadores têm analisado é como, muitas vezes, ter um animal de estimação pode ajudar a controlar estes sintomas.

Mais que amor

A relação entre animais de estimação e os humanos vai além do amor e da lealdade. Ano após ano, cientistas descobrem mais sobre os efeitos que os pets têm no bem-estar de seus donos. Atualmente, pesquisas comprovam que o convívio aumenta os índices de oxitocina (hormônio relacionado à redução do estresse) no corpo, além da autoestima e do humor. Além disso, os animais estão diretamente relacionados à redução do cortisol (substância relacionada ao estresse), ao sentimento de solidão e à pressão sanguínea.

Motivação e movimento

Os pets também são ótimos motivadores. Especialmente no caso dos cães, que são encorajadores como poucos seres – inclusive humanos. Eles podem ajudar seus donos a entrarem em uma rotina diária de exercícios que, acima de tudo, se encaixe no cotidiano caótico. Os peludos são parceiros únicos para caminhadas e até mesmo corridas.

Humor nas alturas

Quando você tem um pet ao seu redor, você precisa cuidar dele. As atividades relacionadas ao cuidado dos bichinhos ajudam a mandar as preocupações embora e a esquecer dos problemas – nem que apenas por alguns momentos. Um propósito a mais que eleva os níveis de serotonina e dopamina, hormônios responsáveis por acalmar e relaxar.

Conhecendo novas pessoas

Socializar e interagir, para muitas pessoas, pode provocar ansiedade, acabando por tornar a tarefa um verdadeiro desafio. Estudos indicam que os animais de estimação ajudam a criar relações entre humanos. Isto porque eles possibilitam oportunidades para que pessoas interajam e, a partir daí, formem relacionamentos mais profundos.

Efeito calmante

Em situações nas quais a ansiedade lhe consome, o simples ato de o pet pular em seu colo já pode ajudar a reduzir estes sintomas. Fazer carinho no animal, sentar-se pertinho dele ou mesmo tirar um tempo maior para brincar, são oportunidades para relaxar e acalmar a mente.

Amor incondicional

E mesmo que você esteja ansioso ou para baixo, é bom lembrar que seu animal de estimação ainda acha que você é a coisa mais incrível desse mundo. Existem, sim, os momentos em que você só quer conversar sem precisar que alguém diga alguma coisa. Seu pet vai simplesmente sentar perto de você e lhe amar.

O efeito Leela em mim

O efeito Leela em mim Foto: Marcelo Monteiro / Divulgação
A partir do momento em que eu passei a ficar mais tempo em casa, por conta do isolamento social, me vi às voltas com uma companhia que, por mais que já estivesse ao meu redor por 15 anos, eu sentia como se alguma ligação, ainda que muito pequena e insignificante, havia sido rompida. Mas Laika, a vira-lata adorável e dona de si, voltou a ser minha fiel escudeira. Mal sabia eu que isso era uma espécie de sinal. Poucos meses depois, no dia 8 de dezembro de 2020 (sim, aquele tenebroso ano), ela partiu. O amor que sentimos um pelo outro como nunca, não foi capaz de vencer um câncer que chegou tão rápido quanto a levou. Como sua precursora astronauta soviética, não foi para o céu – seguiu em uma maravilhosa jornada intergaláctica. Pensei que nunca mais conseguiria me conectar com um cãozinho até que, poucas semanas depois, me deparei com a foto de um filhote. No dia 15 de janeiro de 2021, Leela chegou à nossa casa.

Era uma noite quieta de sexta-feira. Ela cheirou alguns cantos, conheceu sua caminha nova e as novas companhias que teria dali pra frente e deu umas choramingadas ao longo da noite. Filha de mãe Border Collie e pai Vira-lata, a inteligência da raça de pastoreio se misturou com a sagacidade que só os SRDs, heróis abandonados das ruas, têm. Logo, aprendeu que não há porque chorar à noite (depois, a dar a patinha e a sentar com um comando, o que chamou até a atenção da veterinária, devido a curta idade) e descobriu a possibilidade de explorar um mundo inteiro dentro do pátio de uma casa na zona norte da cidade. Na nossa primeira foto juntos, eu estava de máscara. Um sinal dos tempos em que vivemos e que, apesar das perdas e das dificuldades, vai passar. Lá na frente, quando estivermos cheios de pelos e cabelos brancos, o tempo vai se transformar em história. E com aquela troca de afeto única entre cão e homem, pauta pela lealdade de mão e pata dadas, toda uma história será lembrada.

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