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Bom Exemplo

Vacinação: uma escolha em prol do coletivo

Por Marcelo Monteiro

Mundo vive pandemia Foto: Divulgação
As vacinas contra a Covid-19 já estão sendo aplicadas ao redor do mundo, trazendo a esperança de que estamos muito próximos de vencer a pandemia.

E em tempo recorde: nunca, na história, um imunizante ficou pronto em tão pouco tempo. A vacina contra o coronavírus produzida em parceria entre a Universidade Oxford, no Reino Unido, e a farmacêutica AstraZeneca, por exemplo, foi desenvolvida durante dez meses – enquanto a da meningite levou quase 100 anos.

Enquanto assistimos e comemoramos a esta verdadeira vitória da ciência e da medicina, muita gente ainda tem dúvidas a respeito da eficácia das novas vacinas e até mesmo diz que não irá tomar pois não confia nelas. Por isso, separamos uma série de motivos para mostrar que, quando falamos que vacinas salvam vidas, não é por força de expressão.

1 - O Brasil é referência em imunização

Em 1973, o governo brasileiro criou o Plano Nacional de Imunizações. Na época, as quatro vacinas disponibilizadas foram responsáveis por erradicar doenças que causavam sequelas irreversíveis e, em alguns casos, levavam à morte – como sarampo, rubéola e poliomielite. Hoje, o número aumentou expressivamente: são 14 vacinas para bebês e crianças, sete para adolescentes e cinco para adultos e idosos. E o melhor: tudo de graça, pelo SUS. Tudo isso levou o Brasil a ser reconhecido no exterior pela qualidade, consistência e adesão aos programas de vacinação.

2 - Vacinar protege você e a quem você ama

Quem não se vacina coloca em risco não apenas a si próprio, mas todas as pessoas a seu redor. A maioria das doenças que podem ser prevenidas com imunizantes são transmitidas pelo contato com objetos e superfícies contaminadas, ou quando o infectado espirra, tosse, fala e até mesmo beija e abraça. Além disso, algumas pessoas não podem tomar determinadas vacinas por possuírem alergias a alguma substância em sua fórmula, terem alguma doença pré-existente ou por não estarem inclusas nos programas – como é o caso das vacinas contra a Covid-19. Quem pode vacinar ajuda a proteger quem não pode.

3 - Vacinas são seguras e eficazes

Quando você ouve dizer que uma vacina é feita com os micro-organismos da própria doença, como é o caso da vacina contra a gripe ou algumas das vacinas contra a Covid-19, não significa que você vai ser infectado.

Muito pelo contrário: estes agentes estão enfraquecidos ou mortos e são usados para que, na verdade, o corpo reconheça a doença e aprenda a combatê-la. Todas as vacinas aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passaram por diversas fases de testes, que são avaliadas com rigor pelos técnicos da agência. Nenhuma vacina vai ser aprovada se inspirar qualquer perigo à população – os efeitos mais comuns são dor local ou febre baixa.

4 - O sistema de saúde não irá colapsar

O Brasil não conseguiu “achatar a curva” de contaminações pela Covid-19 para evitar que as UTIs e os profissionais de saúde fossem sobrecarregados. As cenas de hospitais lotados repercutiram por todo o país – e mundo afora. Tomar a vacina contra a Covid-19 vai permitir que o sistema de saúde volte a operar com tranquilidade, liberando-o para atender casos urgentes que não deixaram de acontecer por conta da pandemia, como acidentes de trânsito e transplantes. Isso porque as vacinas reduzem drasticamente a probabilidade de que você seja internado com Covid-19 ou desenvolva casos graves da doença.

5 - Imunizar pode reduzir o número de mutações

Laboratórios de todo o mundo já reconheceram inúmeras mutações do Sars-Cov-2, o vírus causador da Covid-19. Os sequenciamentos genéticos reconhecem o tipo da cepa, e a troca de informações entre cientistas do mundo todo permite identificar de onde ela vem – só no Brasil já são, ao menos, 19 linhagens diferentes do novo coronavírus. Isso se deve ao fato de que, conforme o vírus vai circulando, ele se adapta a organismos mais resistentes para que possa sobreviver. Quanto mais cedo uma população estiver imunizada, mais rápido uma doença sai de circulação, interrompendo o ciclo de transmissão do agente causador.

6 - No caso da Covid, não existe tratamento

Você já deve ter ouvido falar sobre medicamentos que, em combinação, formam um “tratamento precoce” contra o Coronavírus.

No entanto, não existem medicamentos cuja eficácia tenha sido comprovada no combate à Covid-19. Ainda no ano passado, a Organização Mundial da Saúde chegou a testar o uso da hidroxicloroquina e do remdesivir, mas atestou que os antivirais tiveram pouco ou quase nenhum efeito positivo em pacientes com Covid-19. Já no começo deste mês, a fabricante da ivermectina reconheceu que o medicamento não tem efeito no tratamento contra o coronavírus. No momento, enquanto a vacina não está disponível para todos, as únicas armas contra a Covid-19 são: distanciamento social, evitar aglomerações, usar máscara e limpar bem as mãos. Cuide-se. Seja empático. Vivemos em comunidade, precisamos nos importar com o todo. Assim que for possível, vacine-se.

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