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Notícias | Mundo Imunização

Indonésia aprova uso emergencial da CoronaVac e informa eficácia de 65,3%

Imunização no país asiático está marcada para começar já nesta semana

Por Estadão Conteúdo
Publicado em: 11.01.2021 às 08:32 Última atualização: 11.01.2021 às 08:33

Presidente Joko Widodo deve ser o primeiro cidadão a receber a dose da CoronaVac no País Foto: Divulgação/Governo de São Paulo
A Indonésia aprovou na manhã desta segunda-feira (11) o uso emergencial da CoronaVac, vacina contra Covid-19 desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac que, no Brasil, contou com a parceria do Instituto Butantan. O órgão regulador indonésio relatou taxa de eficácia de 65,3% após testes próprios, inferior à eficácia de 78% informada pela instituição brasileira ligada ao governo paulista na semana passada.

A imunização na Indonésia está marcada para começar já nesta semana. O presidente Joko Widodo deve ser o primeiro cidadão a receber a dose da CoronaVac no país. "Por que o presidente é o primeiro? Não para se colocar na frente, mas para que todos acreditem que a vacina é segura e lícita", escreveu Widodo em seu Twitter na última quinta-feira.

A vacina contra o novo coronavírus da Sinovac passou por testes clínicos de fase três em Brasil, Indonésia e Turquia - país que, por sua vez, anunciou eficácia de 91,25%.

Brasil

A CoronaVac ainda aguarda autorização da Anvisa para uso emergencial no País. De acordo com o órgão regulador brasileiro, o Instituto Butantan não entregou toda a documentação necessária para os trâmites legais. Em entrevista à CNN Brasil na noite deste domingo, 10, o secretário de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, disse que vai analisar as pendências com a Anvisa ainda na manhã desta segunda.

Epidemiologistas e microbiologistas têm pedido à equipe da CoronaVac no Brasil a disponibilização dos estudos completos do imunizante, ainda não divulgados. Como explica o infectologista Esper Kallas, professor da Faculdade de Medicina da USP e coordenador do centro da pesquisa da CoronaVac no Hospital das Clínicas, a taxa de eficácia de 78% informada na última quinta-feira é somente um recorte do estudo da vacina e não corresponde ao índice geral de eficácia, que deve ficar abaixo dos 78% informados.

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