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Notícias | Região Investigação

Polícia aguarda laudos para elucidar explosão de barril

Acidente da última sexta-feira (17) tirou a vida do empresário Gilson Nascimento

Por João Linden
Publicado em: 18.09.2021 às 17:20 Última atualização: 18.09.2021 às 18:28

As circunstâncias que ocasionaram a explosão do barril de chope que vitimou o empresário, Gilson Nascimento, 43 anos, ainda são desconhecidas, mas a Polícia Civil investigará as causas do acidente da última sexta-feira (17). O delegado Clóvis Nei da Silva explicou que as informações que recebeu até aqui são muito preliminares. “Sabemos que a vítima estava manuseando o barril quando teve um trauma na face”, adiantou Silva.

Gilson do Nascimento morreu com explosão de barril de chope nesta sexta-feira (17)
Gilson do Nascimento morreu com explosão de barril de chope nesta sexta-feira (17) Foto: Reprodução Facebook
A polícia também aguarda o laudo da necropsia para avançar no inquérito. O resultado da perícia feita na chopeira, no barril (que era de inox), na válvula, no cilindro e em todos os outros objetos coletados também será importante. “Tudo será apurado: quem vendeu, quem fabricou, quem envazou. Enfim, tudo que tem relação com esse acidente”, completou Silva.

Explosões de barris de chope são consideradas raras

A explosão de um barril de chope surpreendeu até os profissionais mais experientes do mercado de venda e distribuição da bebida. O sócio de uma companhia que trabalha com chopeiras no Vale do Paranhana, por exemplo, relata que nunca ouviu nenhuma estória sequer semelhante a que aconteceu em Campo Bom durante os 15 anos que atua neste mercado.

Para ele, que não quis se identificar, existem ao três fatores que poderiam ocasionar a explosão de um barril de chope fabricado de inox, como seria o da casa de Gilson. Ou ele foi mal soldado – menos provável – ou o regulador de pressão estava mal ajustado. “Também há a possibilidade do barril ser fabricado com um material de menor qualidade e até com uma tampa feita de inox mais fino”, considerou o empresário.

Outro empresário do meio, mas do Vale do Sinos, avaliza as suposições do colega. “Só não acredito que o usuário tenha conseguido transpor mais pressão de que o barril foi projetado para suportar. Isso é bem improvável”, ponderou o empreendedor, que trabalha há mais de 12 anos com cervejas e chopes – ele também optou por permanecer anônimo. “Se saísse da fábrica com muita pressão, ele provavelmente teria estourado no transporte”, acrescentou. Para esse empresário, a principal hipótese é de que o barril tenha tido um problema na solda da tampa. “Baseado no meu conhecimento sobre o tema, essa é possibilidade mais forte”, concluiu.

"Cliente pode ter feito manobra que não deveria"

O engenheiro de alimentos Robert Krause Reichert atua no mercado cervejeiro há oito anos. Ele levantou outras possibilidades sobre o caso de Campo Bom, mas ressaltou que não possuí informações suficientes para uma conclusão definitiva. Segundo ele, a possibilidade do acidente ter sido provocado por imperícia do usuário do equipamento não pode ser descartada "O cliente pode ter feito alguma manobra que não deveria", conjecturou. 

O profissional ainda criou outras hipóteses: regulador de pressão descalibrado, barril com problema de fabricação ou sem válvula de alívio, extratora sem válvula de alivio ou falta de válvula de segurança do barril. "Pode ainda ser algo inédito também. Não há como saber agora", acrescentou. 

Reichert ainda afirmou que a explosão de barris não são tão incomuns assim. "Não é tão raro como se imagina. Na Europa são vários casos por ano. Tanto em pubs quanto em cervejarias", informou. 


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