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Notícias | Rio Grande do Sul Em Planalto

Caso Rafael: em depoimento pai diz que a vida 'perdeu a graça' após a morte do filho

A mãe do menino, Alexandra Dougokenski está presa na Penitenciária Feminina de Guaíba. Nesta quinta-feira, outras quatro pessoas serão ouvidas

Publicado em: 10.12.2020 às 10:34

Rafael Winques tinha 11 anos Foto: Facebook/Reprodução

Na quarta-feira (9) a Justiça recomeçou as oitivas do caso do menino morto em Planalto, Rafael Mateus Winques, de 11 anos. O pai dele, Rodrigo Winques, prestou depoimento que durou cerca de duas horas. No Foro da Comarca de Planalto, ele respondeu questionamentos sobre o episódio da morte do filho, do qual o corpo foi localizado no dia 25 de maio. 

Na oitiva, ele contou que soube do desaparecimento do menino no dia 15 de maio, dez antes do corpo de Rafael ser encontrado. Ele recebeu a informação do então namorado de Alexandra, Delair, em um telefonema realizado com o celular de Rafael. “Tá estranho isso, vou para lá”, teria dito a alguém, antes de sair no dia seguinte de Bento Gonçalves, onde vive, em direção a Planalto.

Além disso, Rodrigo disse que conversou com a mãe do menino nesse dia, e que ela estava "sempre tranquila, não tava desesperada" quando a via durante o período de buscas por Rafael. O pai de Rafael falou que não esteve em Planalto na semana anterior ao crime. Há cinco anos separados, conforme Rodrigo, ele e Alexandra viveram juntos por cerca de dez anos. 

Ele contou que Alexandra não era boa mãe, e, quando questionado, disse que “não dava”, mas deveria ter pedido a guarda do filho. Ele disse, por fim, que o relacionamento com o filho era bom, conversavam por telefone, mas que a mãe limitava o contato entre os dois.


Depoimentos

Os defensores de Alexandra solicitaram um novo depoimento com Rodrigo porque ainda não haviam tido acesso a anexos do processo, que incluem dados de ligações e mensagens dele quando do primeiro depoimento, no início de outubro. Rodrigo foi perguntado sobre ter dito que gostaria de matar Alexandra quando ela deixasse a prisão, e afirmou não lembrar disso. Ele afirmou ainda não saber por que Alexandra o acusou de ter matado o filho.

Perde a graça

Rodrigo Winques revelou que a vida está ”muito ruim, perde a graça", com a ausência do filho. “Ainda ontem fui ao cemitério, chorei bastante lá sentado". Disse que não via muito o menino, mas que falava seguidamente por telefone. “Não era de incomodar ninguém”.

A série de depoimentos segue nesta quinta-feira (10), com os testemunhos de Delair de Souza (namorado de Alexandra na época do fato), Ana Maristela Stamm (professora de Rafael), Carlos Eduardo da Silva (vizinho de Alexandra na época do fato), Jaqueline Luíza Mesnerovicz (mãe do melhor amigo de Rafael) e Jackson Getúlio Consoli (inspetor de polícia).

Mãe admitiu o crime

Em junho, durante depoimento, Alexandra Dougonkeski, 33 anos, admitiu ter matado o filho com uma corda. O motivo teria sido desobediência. Alexandra está na Penitenciária Feminina de Guaíba. Em setembro, a Justiça negou pedido de soltura de Alexandra e ela segue em prisão preventiva. Alexandra Salete Dougokenski responde por homicídio qualificado e outros três crimes conexos - ocultação de cadáver, falsidade ideológica e fraude processual.

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