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Notícias | Rio Grande do Sul PARA AMENIZAR ESTIAGEM

Granpal pede agilidade na construção de microbarragens no Rio Gravataí

Projeto prevê a construção de 13 microbarragens que devem auxiliar o abastaceimento em épocas de seca

Publicado em: 07.01.2022 às 20:38 Última atualização: 07.01.2022 às 20:56

Em reunião com o governador em exercício do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza (MDB), os prefeitos da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal) falaram sobre a questão da estiagem do Rio Gravataí. Durante o encontro realizado nesta sexta-feira (7), foi solicitada a construção de 13 microbarragens que devem auxiliar o abastecimento em épocas de seca. O grupo também aproveitou o momento para entregar o relatório da Comissão Externa que discutiu o Programa Assistir na Saúde.

Os baixos níveis de água das bacias hidrográficas - causados pela falta de chuva e altas temperaturas - podem ocasionar racionalização ou até falta de água em diversas cidades da Região Metropolitana. O presidente da Granpal e prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, defendeu um plano de curto, médio e longo prazo a ser seguido para evitar problemas de abastecimento nas comunidades.

“Aqui é uma demonstração de como a humanidade está tratando mal o meio ambiente e isso pode ocasionar em falta de água em diversos municípios. Precisamos dar continuidade a essa agenda de discussões, principalmente a curtíssimo prazo, porque ninguém pode ficar sem água”, afirmou. Melo também propôs que uma reunião seja marcada pela Granpal, com a presença dos prefeitos e representantes do governo.

O prefeito de Gravataí, Luiz Zaffalon, disse que os problemas com a estiagem e a construção de barragens são temas discutidos há muito tempo. Ele destacou ainda que o Rio Gravataí é um importante manancial para o abastecimento de mais 500 mil pessoas.

“A construção de 13 micro barragens vai dar perenidade ao Rio Gravataí e os investimentos não são tão altos. Essas obras foram autorizadas pela Metroplan (Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional), mas não tivemos nenhum andamento nesse sentido. E nosso apelo é que precisamos começar a tratar de uma vez desse tema para que essas cidades não fiquem sem abastecimento futuramente”, ressaltou. Zaffalon também alertou que se a seca perdurar por mais 15 dias pode ser necessário o racionamento de água ou até mesmo o desabastecimento por total de várias cidades.

O Governo, com a presença também do secretário estadual de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano, Luiz Carlos Busato, e do presidente da Corsan, Roberto Barbuti, disse que as liberações ainda não estão com a Metroplan e estão sendo analisadas pela Fepam (Fundação Estadual de Proteção Ambiental), mas há interesse em agilizar os processos. De acordo com a Corsan, para aliviar os problemas a curto prazo, a companhia está mudando pontos de captação de água e instalando balsas para a realização do processo. No entanto, a empresa admite que pode chegar a um limite no qual será necessário recorrer ao racionamento.

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